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ZUNÁI BUSCA NOVOS DESAFIOS
Zunái, Revista de Poesia e Debates, circula há dois anos na Internet. Nas oito edições da revista, foram publicados autores como Haroldo de Campos, Manoel de Barros, Arnaldo Antunes, Claudia Roquette-Pinto e Antonio Risério, entre outros nomes expressivos de nossa poesia contemporânea. Sempre dialogando com outras artes, a revista publicou dossiês com o diretor teatral Gerald Thomas, o cineasta Peter Greenaway, além de trabalhos de artistas plásticos como Maninha Cavalcante e Maria Ângela Biscaia. Sem falar de um amplo acervo de ensaios, traduções e obras de ficcionistas como Nelson de Oliveira e Wilson Bueno. Pois bem: após dois anos de atividades, custeadas por seus editores, a revista busca parcerias com editoras, livrarias ou outras instituições, na forma de patrocínio ou veiculação publicitária, para poder continuar a manter sua periodicidade e nível de qualidade, sem abrir mão de sua linha editorial e de suas escolhas éticas e estéticas. Os interessados em conversar a respeito podem escrever para o e-mail claudio.dan@gmail.com. Queremos ampliar a nossa rede de parceiros e colaboradores para oferecermos ainda mais qualidade e inovação, centrando o foco (como sempre) no que há de mais inquietante em nossa produção cultural.
Escrito por Claudio Daniel às 17h11
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Midway Poem , do escocês Ian Hamilton Finlay.
Escrito por Claudio Daniel às 08h26
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QUESTÃO DE PELE
“Um número razoável de bibliotecas prestigiosas – incluindo a da Universidade de Harvard – têm este tipo de livro em suas coleções. Embora a idéia de fazer couro com pele humana pareça bizarra e cruel hoje, não era incomum no passado, conta Laura Hartman, bibliotecária de livros raros da Biblioteca Nacional de Medicina em Maryland e autora de um artigo sobre o assunto.
Uma matéria do St Louis Dispatch de finais da década de 1800 ‘sugere que era comum, mas também dizia que não era algo sobre o que se falava entre pessoas educadas’, Hartman conta.
As melhores bibliotecas pertenciam a colecionadores particulares, alguns deles médicos com acesso a pele de membros amputados e pacientes cujos corpos não eram reclamados. Eles consideravam o couro humano barato, durável e à prova d'água, explica Hartman.
Outras vezes, bibliófilos compravam a pele de criminosos, cadáveres de escolas médicas e pobres em geral.
Há homenagens, também.
A Biblioteca Pública de Cleveland tem um Corão encadernado com a pele de um líder tribal árabe. Ele quis se preservar protegendo o Livro Sagrado.”
(Extraído do site No mínimo)
Escrito por Claudio Daniel às 08h23
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DOIS POEMAS DE BOB BROWN
MISSIONÁRIOS
Tenho pensado
Muito
Sobre missionários
Sendo fervidos em
Caldeirões negros
Por negros
E tenho sempre
Chegado a esta conclusão
POR QUE NÃO?
MISSIONARIES
I have thought
A lot
About missionaries
Being boiled in
Black pots
By black men
And I have always
Come to this conclusión
WHY NOT?
Escrito por Claudio Daniel às 08h37
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* * *
Somente coisas redondas
Dão leite
Seios
Cocos
Crânios
Only round things
Give milk
Breasts
Coconuts
Human heads
(Traduções: Augusto de Campos)
Confiram os “poemas óticos” de Bob Brown em http://www.ubu.com/historical/brown/brown01.html
Escrito por Claudio Daniel às 08h36
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O poeta norte-americano Charles Olson (1910-1970)
Escrito por Claudio Daniel às 08h45
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EXALTAÇÕES
Ela que teve mais da metade de seu corpo queimado
escapou da morte
Observando
que há cinco figuras sólidas, o Mestre
(ou como relata Aetius, no Placita)
concluiu que
a Esfera do Universo ergue-se
do dodecaedro
de onde Alexandre
aparecendo em um sonho para Antiochus
mostrou-lhe
E no dia seguinte, o inimigo (os gálatas)
escapou diante disso,
antes da canção, isto é
(Tradução: Adriana Zapparoli)
Escrito por Claudio Daniel às 08h37
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THE PRAISES
She who was burned more than half her body
skipped out of death
Observing
That there are five solid figures, the Master
(or so Aetius reports, in the Placita)
concluded that
the Sphere of the Universe arose from
the dodecahedron
whence Alexander
appearing in a dream to Antiochus
show him
And on the morrow, the enemy (the Galates)
ran before it,
before the sing, that is
(Poema de Charles Olson)
Escrito por Claudio Daniel às 08h35
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DOIS POEMAS DE ZUKOFSKY

O poeta norte-americano Louis Zukofsky
(1904 – 1978).
AS LINHAS DESSE NOVO CANTO
NÃO SÃO NADA
As linhas desse novo canto não são nada
Só a melodia tornando pleno o vazio
Igual à pedra se faz mais dura que silente
A imagem sonora suspensa nessa linha.
(Tradução: Claudio Daniel e Luiz Roberto Guedes)
THE LINES OF THIS NEW SONG
ARE NOTHING
The lines of this new song are nothing
But a tune making the nothing full
Stonelike become more hard than silent
The tune’s image holding in the line.
Escrito por Claudio Daniel às 08h30
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CAMINHO NA VELHA RUA
Caminho na velha rua
para ouvir amadas canções
outra vez
nesta noite de primavera
Como as folhas — despertam meus amores —
não da mesma forma
ou olhar incansável para as estrelas
e a sineta arrancada da porta
(Tradução: Claudio Daniel e Virna Teixeira)
Escrito por Claudio Daniel às 08h29
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I WALK IN THE OLD STREET
I walk in the old street
to hear the beloved songs
afresh
this spring night.
Like the leaves — my loves wake —
not to be the same
or look tireless to the stars
and a ripped doorbell.
Escrito por Claudio Daniel às 08h28
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DECLIVE
aludindo incisões, talvez sombras,
tão híbridas que vociferam;
lupinas alinhadas abolindo
delicadeza; guturais,
obcecando
lúpulo.
(Poema inédito de Claudio Daniel)
Escrito por Claudio Daniel às 10h50
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Arnaldo no evento Galáxia Haroldo.
INFERNO
Lasciate ogni speranza voi ch’entrate
Aqui a asa não sai do casulo, o azul
não sai da treva, a terra
não semeia, o sêmen
não sai do escroto, o esgoto
não corre, não jorra
a fonte, a ponte
devolve ao mesmo lado, o galo
cala, não canta a sereia, a ave
não gorjeia, o joio
devora o trigo, o verbo envenena
o mito, o vento
não acena o lenço, o tempo
não passa mais, adia,
a paz entedia, pára
o mar, sem maremoto,
como uma foto, a vida,
sem saída, aqui,
se apaga a lua, acaba
e continua
(Poema do titã Arnaldo Antunes)
Escrito por Claudio Daniel às 08h25
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