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DIÁRIO DE UM VIAJANTE

(A Aparição, tela de Chagall.)
Caros, estarei amanhã em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para uma palestra sobre a Zunái, dentro do ciclo “Fala, Revista”, que já trouxe os editores da Coyote, Artéria, A Cigarra, Sibila, Errática e outras publicações, impressas e eletrônicas. O evento terá início às 17h, e a entrada é franca. Confiram o endereço:
Câmara de Cultura Antonino Assumpção
Rua Marechal Deodoro, 1.325 – Centro
São Bernardo do Campo _ SP
Tel. 4125-0054
Escrito por Claudio Daniel às 08h12
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SEM TÍTULO OU FRAGMENTOS LÍQUIDOS
réptil, este rio (espelho de espasmos) rasteja dentro de si.
este, ao sol desta hora convulsiva. dia sem encanto ou quina.
rio indigente como fosse aborto desta urbe.
(este, adeus à pequena vila que o esmerilha). ...
o rio, este, cadáver líquido.
(Poema de Fabiano Calixto, que lançará neste ano o livro Música possível)
Escrito por Claudio Daniel às 08h12
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CIAO, CADÁVER

(Eu e a aldeia, tela de Chagall.)
O poeta pernambucano Delmo Montenegro lançará o livro Ciao, Cadáver, publicado na coleção Alguidar, da editora Landy, no próximo domingo, dia 16 de outubro, às 17h, no espaço Café Continente, durante a V Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, Centro de Convenções de Pernambuco, Complexo Viário Vice Governador Barreto Guimarães, s/n, Salgadinho, em Olinda (PE). Na ocasião haverá debate e recital com a presença dos poetas Frederico Barbosa, Amador Ribeiro Neto e Antônio Mariano Lima.
(TEM MAIS COISA, AÍ EMBAIXO...)
Escrito por Claudio Daniel às 08h22
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O MURO
Uma voz cega, trevos roxos e essa aspereza ceifando, ceifando.
Figuras retorcidas, no muro,
sombras de árvores-
anãs.
Folha
amarela
de um álbum vegetal —
dali a fera salta,
está saltando;
dali a fera canta,
está cantando,
trovão portátil de antigas
amputações.
Ela, a carnívora.
Ela, a musicista,
com seu clavicímbalo
de cutículas,
seu pífaro
de medula espinhal.
Aqui começa
o lento processo
da supuração.
Até consumir todo o olhar,
e desfazer a pele
obsoleta.
Até a desaparição do mar,
apenas um eco
guardado
no relógio.
(CONTINUA ABAIXO)
Escrito por Claudio Daniel às 08h21
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Porque nada mais faz sentido,
disse a garota tatuada
no escuro,
com seus tornozelos
amarelos.
Porque nada mais faz sentido,
disse com a língua,
os mamilos,
os genitais.
Então, alguma coisa
mudou isso
— folha de relva
cai no asfalto,
um cão late
para sua sombra —.
(Poema inédito de Claudio Daniel.)
Escrito por Claudio Daniel às 08h20
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(Sobrevoando Vitebsk, tela de Marc Chagall.)
Escrito por Claudio Daniel às 17h53
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DISCURSO SOBRE A MUTAÇÃO E A IMPERMANÊNCIA
Caros, esta Pele de Lontra passou por mudanças. Como perdi a conexão com a UOL, tive de retirar o blogue anterior (de assinante) e criar outro (como visitante). O material que já publiquei aqui foi arquivado em outra página, para consulta, e consta na lista de links ao lado. Agora, vou começar tudo de novo. E cá entre nós, eu adoro a impermanência e a mutação (por isso, talvez, continue no samsara). Well, confiram abaixo um belo (e terrível) poema de Virna Teixeira! Ciaozim,
CD
Escrito por Claudio Daniel às 17h35
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Tela de Frida Kahlo.
QUADRO
de mãos dadas, as duas Fridas
no cordão que une
máscaras
usa também a de coração
ferido
contraste de cores, simbióticas
dos vestidos - vitoriano
tehuano
ambíguos, mestizos
o sangue supre a mais fraca
- aorta -
na pulsação do céu,
sombrio.
(Poema de Virna Teixeira)
Escrito por Claudio Daniel às 17h33
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